segunda-feira, 5 de março de 2012

Corrente Humana Contra a Energia Nuclear/Dia de Ação Global Fukushima 2012


Dia 11 de março, um ano depois do desastre nuclear de Fukushima, toda a orla da praia de Ipanema vai abraçar a defesa do uso de energias limpas e renováveis!

Não podendo ignorar o fato de a energia nuclear ser suja, cara e insegura, nós, cidadãos do planeta Terra, nos juntamos em busca de um futuro pleno, inteiro e melhor. Inúmeras manifestações nesse mesmo dia, ao redor de todo o mundo, prometem transformar o dia 11 em um marco, uma conquista ao direito à vida!

Traga sua vontade e o seu grito para o posto 9. Afinal, acidentes nucleares não escolhem vítimas!!


Mais informações: http://antinuclearbr.blogspot.com/


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Domingo, 11 de Março de 2012
de 09:00 até 13:00 Hs.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Greenpeace e o Fórum Social Mundial 2012

Olá, leitores verdes!


Nosso 2012 já começou com força total. Já tivemos um Ponto Verde no Arpoador e estamos com oito voluntários do Rio sendo capacitados em Nova Santa Rita (RS), onde será o Acampamento Solar, que é parte da contribuição do Greenpeace ao FSM 2012.
Abaixo publicamos mensagem enviada pela Cristiane Mazzetti, que faz parte do grupo que já está há uma semana nos preparativos:

"O próximo Fórum Social Mundial acontecerá agora em janeiro nos dias 24 a 28 aqui em Porto Alegre. Este ano o evento será temático abordando os tópicos 'Crise Capitalista, Justiça Social e Ambiental'.


Devido a proximidade com a RIO+20 - Cúpula da ONU para o Desenvolvimento Sustentável - que acontece em junho na cidade do Rio de Janeiro, o Fórum servirá também como um espaço de debate preparatório para a Cúpula dos Povos - reunião paralela à RIO+20 – que coloca a pauta ambiental em evidência e apresenta propostas alternativas àquelas apresentadas pelos governos


O fórum é um evento descentralizado que conta com grupos temáticos, grupos de trabalho e atividades auto gestionadas (nas quais organizações não governamentais, movimentos sociais e outros podem cadastrar atividades para compor a programação).


Participação do Greenpeace no Fórum Social Mundial:


O Greenpeace atuará no fórum através de um acampamento solar, que basicamente junta em um sítio o uso de tecnologias solares (cozinha solar, trailler solar, placas fotovoltaícas e chuveiro solar) e técnicas de permacultura (banheiro seco, mictórios ecológicos , composteira e reciclagem da água cinza).

O objetivo é mostrar para a comunidade, participantes do Fórum e demais visitantes que um outro futuro é possivel através da utilização de energias mais limpas e um modo de vida mais sustentável.


Para construção e instalação do nosso acampamento solar contamos com um grupo de aproximadamente trinta pessoas composto majoritariamente por voluntários do Greenpeace vindos de diversos cantos do Brasil.


Na semana passada montamos o acampamento solar. Nesta semana estamos passando por uma capacitação em tecnologias solares, e finalmente na semana que vem, quando o acampamento estará aberto para visitação, acontece ao mesmo tempo o Fórum Social Temático.


Assim como na COP 17, estarei contando um pouquinho da nossa experiência dentro do acampamento e no Fórum durante o mês de janeiro. Nos acompanhe.


Cristiane Mazzetti, 24 – Green Reporter para o Fórum Social Temático"

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Saldo Final da COP 17

Esta é a última postagem sobre a conferência do clima em Durban, África do Sul, assinada pela Cris Mazzetti e compartilhada com orgulho por este veículo fluminense.

"Após dias e horas de espera para o final decisivo da COP 17, a plenária terminou no domingo após o amanhecer. Os resultados foram considerados para alguns um “avanço político”, já para outros um fracasso.

O Fundo Verde de Clima foi finalmente definido quanto à estrutura (pendência da COP16), no entanto o problema de levantar os recursos ainda continua existindo, apenas Alemanha e Dinamarca prometeram liberar algum dinheiro.

O protocolo de Kyoto foi renovado com um texto nada ambicioso quanto à redução da emissão de gases do efeito estufa. Este nunca teve a participação dos Estados Unidos e agora os países Canadá, Japão e Rússia também estão fora. Lembrando que o protocolo também não inclui países em desenvolvimento como China e Índia. O protocolo de Kyoto será substituído por um novo acordo global legalmente vinculante que deve estar pronto em 2015 para entrar em vigor em 2020. O futuro acordo é considerado por muitos um “avanço político”, já que países-chave que antes estavam de fora (Unidos, China, Índia e Brasil) aceitaram participar.

A missão desta COP era limitar as emissões de gases do efeito estufa, no entanto o resultado foi exatamente o contrário e por isso não considero este novo acordo um avanço, uma vez que foi deixada a lacuna de uma década para combater as mudanças climáticas. 2020 é muito tarde, os nossos líderes falharam. Dessa forma ficará difícil manter o aquecimento do planeta em apenas 2 graus, limite recomendado pelos cientistas para evitar efeitos catastróficos das mudanças climáticas.

Muitas pessoas no mundo já sofrem e continuarão a sofrer os impactos das mudanças climáticas. O trabalho desenvolvido nesta COP deveria ter focado na urgência de combater as mudanças climáticas. No entanto o evento resumiu-se numa vitória para os poluidores, que ganharam mais uma década para lucrar livres da preocupação com o controle das emissões de gases do efeito estufa.

Apesar do saldo final ser decepcionante, não podemos deixar de lutar, como já dizia Mandela “Sempre parece impossível até que seja feito”. Assim sendo a sociedade civil continuará a levar a sua voz para esta e outras ocasiões. Aproveito para lembrar que no próximo ano teremos a RIO+20 acontecendo bem perto da gente, é uma ótima oportunidade para nos mobilizarmos e lutar para um futuro melhor!

Fico por aqui, mas antes gostaria de agradecer ao grupo local de voluntários que postou meus depoimentos durante esta COP-17.

Muito Obrigada e até breve.

Cristiane Mazzetti- Green Reporter para a COP-17."

Nós que agradecemos, Cris!

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

COP-17 - "Cada um fazendo a sua parte"

Na terça-feira ensolarada de Durban o time de Green Reporters visitou o veleiro Pachamama. A tripulação é composta por uma família suíça que está no meio de uma expedição pelo globo que já dura nove anos. A família é composta pelo comandante Dario, sua esposa Sadine e quatro filhos que ainda não moraram em terra firme.
O projeto iniciado pelo casal foi de encontro com a demanda do Programa das Nações Unidas para Meio Ambiente que na época estava financiando um projeto para ir às escolas. O projeto foi transformado em uma organização sem fins lucrativos, chamada TOPtoTOP, patrocinada também pelo e Governo da Suíça. A organização conta com voluntários que acompanham a família em terra e no mar.
Mas o que isso tudo tem de especial? O veleiro é alimentado basicamente por energia renovável, apresenta onze painéis solares e duas turbinas eólicas, além de utilizar as velas para locomoção. Dessa forma o gasto de combustíveis fósseis é quase nulo. Segundo Dario: “Quando o tempo está ruim utilizamos o vento para gerar energia, e quando está bom usamos as placas solares”. E também: “temos que adaptar o nosso estilo de vida com as condições do clima”


Dario, Sadine e seus quatro filhos no veleiro Pachamama. Fonte: http://www.sail-world.com


A missão da família é passar por sete picos nos sete continentes. Em cada parada fazem um trabalho de limpeza coletiva (a expedição já coletou em torno de 25 toneladas de resíduos), além de levar conhecimento relativo a mudanças climáticas para escolas e faculdades, sempre apresentando alternativas sustentáveis. O propósito da expedição é conscientizar e inspirar jovens a terem um melhor futuro e entender a importância de preservar a natureza.
Visitar a família foi muito inspirador, adorei a forma como eles trabalham as mudanças climáticas, não só pensando no problema mas sim nas soluções possíveis. Conversando com Dario ele nos mostrou que um outro estilo de vida é possível e isso me fez questionar sobre o meu estilo de vida. Como podemos viver de forma mais coerente com as necessidades do planeta?
Espero que vocês também tenham a oportunidade de visitá-los. Eles estarão no Brasil em março de 2012, para saber mais sobre esta família e sua expedição veja o vídeo da nossa entrevista em: http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=AwDIMDC1qY8 , confira também a página da expedição: http://www.toptotop.org/index.php

COP-17 - "É a hora de sermos ouvidos! "

Continuamos compartilhando as postagens, diretamente de Durban, feitas pela nossa 'Green Reporter' Cristiane Mazzetti:   

"Na manhã de segunda-feira estavámos em frente ao Protea Hotels protestando novamente “Ouçam as pessoas e não os poluidores ”. O local e data eram perfeitos pois o hotel recebia naquela manhã uma reunião do Conselho Mundial Empresarial para Desenvolvimento Sustentável, evento que contava com a presença de representantes de grandes corporações poluidoras.
A campanha é baseada no novo relatório do Greenpeace “Who is Holding Us Back” (Os Responsáveis Pelo Atraso) que evidencia como alguns dos grandes poluidores tais como: Shell, BASF, ArcelorMittal, Eskom, KOCK, bhpbilliton e Tata, fazem um lobby pesado para travar acordos nacionais e internacionais que tentam mitigar e combater as mudanças climáticas.
Na sequência, foi lançado o relatório “The Dirty Dozen in Durban” (O Dossiê Sujo de Durban) que trata de 12 corporações e associações que estão ajudando a adiar um novo acordo global para combater as mudanças climáticas aqui em Durban.  
O protesto em frente ao hotel contava com cerca de 50 pessoas, dentre elas voluntários do Greenpeace e representantes das organizações 350.org, Waste Pickers Alliance, Ground Work, Climate Action Network e South Durban Community Environmental Alliance. 
Três fantasias chamaram a atenção pois representavam alguns líderes mundiais - Harper: primeiro ministros do Canadá; Congresso dos Estados Unidos; Barroso: presidente da Comissão Européia - que tinham sobre suas costas porcos pretos segurando um cabresto. A cena simbolizava a influência dos grandes poluidores sobre as suas decisões.
Ao mesmo tempo um grupo de sete escaladores ocuparam pacificamente o prédio e tentaram colocar um banner no edifício, mas antes mesmo de consegurem mostrar a mensagem (Ouçam as pessoas e não os poluidores) foram levados pela polícia.
Pensando que ativismo não deveria ser crime, foi triste e injusto ver aqueles ativistas serem presos e três deles deportados. Por outro lado a ação apresentou os reflexos desejados. Entregamos o relatório “The Dirty Dozen in Durban” para todos os que estavam entrando e saindo do edifício e fizemos muito barulho com gritos de guerra e músicas. 
Kumi Naidoo (Diretor Executivo do Greenpeace Internacional) entrou na reunião levando a nossa mensagem. Ao sair deixou claro que o protesto teve efeito dentro da reunião, e disse uma coisa muito interessante: “antigamente era muito difícil conversar com as corporações, mas hoje em dias eles optam por ter o Greenpeace na mesa para que não estejam no cardápio dessa ONG ”. Após terminar sua fala e contente com a ação, Kumi dirigiu-se para a Conferência para mais entrevistas.
No mesmo dia fomos proibidos de distribuir o relatório “The Dirty Dozen in Durban” na conferência. Podemos traduzir que algum incômodo foi causado.
Muito mais está por vir neste último dia de negociações. Nos acompanhe também em : http://www.facebook.com/YouthForRenewables

Até breve!"